{"id":353,"date":"2021-11-02T15:00:07","date_gmt":"2021-11-02T15:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/demosites.io\/web-agency-gb\/?p=353"},"modified":"2024-02-20T17:36:25","modified_gmt":"2024-02-20T17:36:25","slug":"what-is-the-progressive-web-app-pwa-and-how-it-works","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/art-telheiras.pt\/?p=353","title":{"rendered":"Atribula\u00e7\u00f5es de uma formiga em Telheiras"},"content":{"rendered":"\n<p>A formiga ia no seu caminho, determinada, laboriosa, empenhada, discreta, como sempre. Era preciso contribuir com a sua pequena parte para a grande obra universal do formigueiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O formigueiro ficava bem perto do Centro Comunit\u00e1rio de Telheiras e os velhinhos, de m\u00e3os tr\u00e9mulas, sempre deixavam cair umas migalhas no ch\u00e3o, t\u00e3o valiosas para o sustento da comunidade!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/art-telheiras.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/christian-lischka-sj-x9PS04F3s-A-unsplash-w-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1049\" srcset=\"https:\/\/art-telheiras.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/christian-lischka-sj-x9PS04F3s-A-unsplash-w-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/art-telheiras.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/christian-lischka-sj-x9PS04F3s-A-unsplash-w-300x169.jpg 300w, https:\/\/art-telheiras.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/christian-lischka-sj-x9PS04F3s-A-unsplash-w-768x432.jpg 768w, https:\/\/art-telheiras.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/christian-lischka-sj-x9PS04F3s-A-unsplash-w-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/art-telheiras.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/christian-lischka-sj-x9PS04F3s-A-unsplash-w.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A meio do caminho, por\u00e9m, a chuva come\u00e7ou a cair. Uma chuva inclemente, daquelas de que se diz \u201cAbriram os penicos do c\u00e9u!\u201d. O bichinho cansado, com \u00e1gua j\u00e1 pelas goelas, os p\u00e9s encharcados dentro das galochas, conseguiu subir para cima de uma folha. Mas qu\u00ea!?! A folha tamb\u00e9m foi correndo \u00e0 frente do riacho que se formou com tanta chuva.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro da sua jangada, a formiga n\u00e3o perdeu a cabe\u00e7a. Os p\u00e9s estavam molhados, sim, mas a cabe\u00e7a estava fria, capacitada para manter a calma, para raciocinar e pensar numa solu\u00e7\u00e3o salv\u00edfica. Respirou fundo, descontraiu cada uma das partes do seu corpo, mentalmente alisou a testa, como se preocupa\u00e7\u00e3o alguma a afectasse!<\/p>\n\n\n\n<p>A folha no seu percurso foi-se juntando a outras folhas, porque o Outono encarrega-se sempre de cobrir o ch\u00e3o com esses tapetes de tons acastanhados. E a nossa amiga, uma lutadora, uma sobrevivente, encontrou, nesse amontoado, uma ponte para sair da sua situa\u00e7\u00e3o embara\u00e7osa.<\/p>\n\n\n\n<p>Antenas no ar, logo se cruzou com outras companheiras, com quem habitualmente partilha cumprimentos, tarefas, alegrias e preocupa\u00e7\u00f5es. No linguajar das formigas, mais antigo do que o do Antigo Egipto, percebeu rapidamente, perspicaz como era, que tinha viajado pela Rua Gentil Martins abaixo e estava quase \u00e0 sa\u00edda do Metro.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem!! N\u00e3o h\u00e1 que perder tempo. At\u00e9 ao formigueiro h\u00e1 que puxar pelas pernas, mas, Que Diabo! s\u00e3o v\u00e1rias. N\u00e3o custar\u00e1 tanto assim. E, pelo trajecto decerto encontrar\u00e1 alguma guloseima para encher a despensa para o Inverno que a\u00ed vem!<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; E o formigueiro ter\u00e1 ficado alagado? \u2013 pensou a formiga, agora sim, aflita.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi nessa altura que deixou para tr\u00e1s o objectivo do dia, apanhou boleia de uma trotineta e veio, rapidamente e em for\u00e7a, ajudar as amigas a enxugar o condom\u00ednio!<\/p>\n\n\n\n<p>Uma desgra\u00e7a nunca vem s\u00f3, sobretudo, para quem vive nas caves ou nas \u00e1guas furtadas. A classe m\u00e9dia nem se d\u00e1 conta, n\u00e3o v\u00ea, n\u00e3o quer saber e tem raiva a quem sabe! Quem olha para as formigas? Quem se incomoda com elas? Olhem que n\u00e3o foi f\u00e1cil tirar a \u00e1gua de todos aqueles corredores, cub\u00edculos e v\u00e3os de escada! Foi muito para tr\u00e1s e para diante! E n\u00e3o era uma, eram todas as formigas! E, retirada a \u00e1gua, que restava? Recipientes cheios de migalhas empapadas!<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Podia-se fazer umas migas! \u2013 lembrou-se uma delas que tinha vindo do Alentejo, clandestina, no carro do Doutor Joaquim.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o era um projecto vi\u00e1vel. Faltavam ingredientes essenciais, nomeadamente o alho e os coentros.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Dias de fome! \u00c9 o que nos espera! \u2013 sentenciou outra, pessimista.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; \u00c9 o Diabo que vem a\u00ed outra vez! \u2013 opinou outra, mais politizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo a formiga, a hero\u00edna inicial desta hist\u00f3ria, a quem nem demos nome, nem t\u00e3o pouco atribu\u00edmos g\u00e9nero, mantendo a fleuma, alcan\u00e7ada a equanimidade, inflamada pela sua pr\u00f3pria coragem e pela desgra\u00e7a de todo o seu povo, tomou a palavra para trazer alento e esperan\u00e7a a todas as suas irm\u00e3s:<\/p>\n\n\n\n<p>-Queridas amigas e camaradas de luta! Desde os confins do tempo que a nossa sobreviv\u00eancia depende da nossa uni\u00e3o! N\u00e3o \u00e9 altura para des\u00e2nimos, nem medos futuros! Os nossos livros de Hist\u00f3ria est\u00e3o cheios de exemplos de como sempre resistimos a todos os infort\u00fanios. Vamos p\u00f4r m\u00e3os \u00e0 obra com redobrada for\u00e7a! Com a for\u00e7a de toda a nossa alma! E vir\u00e1 o dia para n\u00f3s, formigas, mais numerosas que chineses ou mu\u00e7ulmanos, que viveremos dias felizes e tranquilos!<\/p>\n\n\n\n<p>E continuou, depois de engolir um pouco de \u00e1gua que era coisa que n\u00e3o faltava por ali:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; N\u00e3o esque\u00e7ais que a nossa morada se situa num bairro privilegiado de Lisboa, onde h\u00e1 mais licenciados por metro quadrado do que folhas nas \u00e1rvores. E quem vive perto de gente letrada como n\u00f3s tem os conhecimentos e aptid\u00f5es para acreditar no progresso!<\/p>\n\n\n\n<p>Foi um discurso apote\u00f3tico! A import\u00e2ncia daquela formiga cresceu de entre as demais! A calma instalou-se no formigueiro que acatou a mensagem desta orat\u00f3ria j\u00e1 nossa conhecida, de t\u00e3o batida nos <em>media<\/em>!<\/p>\n\n\n\n<p>Cada uma das formigas, ciente do seu papel e da sua import\u00e2ncia, deixou para tr\u00e1s as lam\u00farias e iniciou o trabalho de reconstru\u00e7\u00e3o, ou, melhor dizendo, de reestrutura\u00e7\u00e3o da sociedade e da economia do formigueiro de Telheiras.<\/p>\n\n\n\n<p>E a nossa amiga formiga em vez de obreiras passou a ter, junto de si e sob a sua orienta\u00e7\u00e3o, formigas colaboradoras!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Escrito por Ana Amorim<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><strong>Fotografia:<\/strong> <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/@lisch?utm_content=creditCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=unsplash\">Christian Lischka SJ<\/a>, <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/photos\/macro-photo-of-ants-x9PS04F3s-A?utm_content=creditCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=unsplash\">Unsplash<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A formiga ia no seu caminho, determinada, laboriosa, empenhada, discreta, como sempre. 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